Parece que foi ontem, mas o desenvolvimento da Outlaw 250 iniciou no já distante 2006, nas competições no sambódromo de Porto Alegre.
Os eventos no sambódromo, inicialmente inexpressivos, acabaram seu único ano com grande participação popular e arquibancadas lotadas. Naquela época conversando entre o público descobrimos que as pessoas gostavam dos carros, da disputa entre carros diferentes e tinham uma grande necessidade de saber quem venceria o evento - o vencedor entre todos os presentes.
Compartilhávamos esta ideia e pesquisando a história da arrancada e também seu desenvolvimento entendemos que era possível fazer uma competição que selecionasse os melhores e tivesse um vencedor final.
Uma prova verdadeira, difícil, seletiva e que pudesse reconhecer o valor de quem fizesse um belo trabalho e uma grande apresentação.
Foram necessários 4 anos de desenvolvimento passando pelo sambódromo, Santa Cruz do Sul, Guaporé, Velopark e finalmente Tarumã, traçando um caminho e juntando as condições para que finalmente a prova pudesse existir de forma independente.
Assim nasceu uma prova que existe no Brasil apenas no Rio Grande do Sul com estas características e isso só foi possível porque Tarumã foi decisivo ao fornecer as condições. Porque os competidores tiveram coragem de participar sem garantia de vitória fácil e principalmente por que o público foi fundamental nesse sucesso. Sem o público nada disso poderia existir.
Em 2014, serão novamente 250m, as mesmas 150 vagas nas inscrições e 30 classificados para as finais. Para quem gosta de recordes, a premiação será o recorde. Com a ajuda do público vamos estabelecer um novo padrão de valorização de quem compete para vencer. Como nos anos anteriores a premiação sera compartilhada entre todos os que conseguem vencer suas puxadas nas eliminatórias, com uma parcela maior para o campeão do Top16 e Super16. Paga na hora, na pista e em dinheiro.
Ao final, uma certeza - um campeão do evento, que superou a todos, sem erros.
Sem regras. Sem limites.
Editado pela última vez por Pisca em Dom Fev 09, 2014 11:40 pm, num total de 3 vezes _________________ Pq 1 dedo é benga!
A partir de hoje, dia 12 de janeiro iniciamos uma contagem regressiva para a prova. Em todos estes 300 dias, apresentaremos uma imagem que de alguma forma representa parte deste evento.
Algumas virão acompanhadas das histórias dos participantes, outras lembrarão um momento que ficou preso no tempo pela lente de um fotógrafo talentoso.
São muitas imagens, muito mais que estes 300 dias que nos separam de mais uma OUTLAW250, a prova que só existe por que o público deu seu aval e os pilotos sua dedicação.
Nem todas poderão ser mostradas, mas esperamos trazer uma boa visão do que foi e o que nos espera em 2014.
O show vai começar.
Vocês estão preparados?
O carro da foto é o Hot Rod, a barata Ford34 construída por Israel Veríssimo. Um dos carros mais queridos e admirados pelo público.
Não se trata de um "just show, no go", é sim um carro rápido, andou bem em 2012, teve problemas em 2013 mas em 2014 pode surpreender.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:24 pm, num total de 3 vezes _________________ Pq 1 dedo é benga!
É quase incrível, mas já estamos no dia ( e na foto) D-299. O tempo vai voar mais que carro de arrancada com nitrometano!
Desta vez é a C10 do Douglas Carbonera, que fez bonito na primeira Outlaw 250. Veio para um "match" com a Audi 4x4, na época com o Luciano Nichetti. Os dois são amigos, mas se esperava um grande embate dentro pista, que acabou não saindo pela desistência do equipamento "germânico".
Só que a verdureira logo encontrou oponente no Dodge nitro do Marcelo Pires e tivemos afinal um match durante as classificatórias. Disputa apertada, que o Dodge venceu por "um focinho" como se diz aqui no sul. Venceu o match, mas não viveu pra lutar na sequência. Algumas partes do motor abandonaram o Dodge e quem foi para as finais foi a "verdureira", fazendo a alegria da galera.
Essa história iria ser contada mais adiante por que acreditávamos que Douglas havia concedido uma "digna" aposentadoria para caminhãozinho negro. Mas...veio a notícia lá da serra que a "bigorna voadora" vai voltar na 250 pra encarar os v8 e o que mais aparecer.
Não passa meia hora sem que as coisas fiquem melhores. O Brasil é o país da copa, tá legal, faço de conta que acredito. Só que a 250 é a competição onde o pessoal escova os dentes com metanol!
Acham que eu estou exagerando?
Muito fácil: vem conferir em Tarumã no dia 9 de novembro.
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É brincadeira como passa rápido e mais impressionante ainda quantas imagens legais existem da prova.
Esse é o Kadett do Roberto Ramos, da Equipe Tecnicar. Não é brincadeira quando dizemos que talvez o principal componente em uma vitória na Outlaw 250 seja uma boa equipe.
Vamos entender a foto: corrida em andamento, pau pegando e tranca o câmbio do Kadett. O que você faria? Chutaria o balde e voltaria para casa ou teria parceria para encarar e desmontar tudo ali mesmo DENTRO DA PISTA?
A Equipe Tecnicar não pensou muito, foi direto na segunda opção. Tirou o cambio, arrumou e colocou o carro pra andar.
E foi pra briga! Roberto conseguiu mostrar a que veio.
Nesse ano, eles prometem mais. Mais esforço, mais dedicação e até uma surpresa!
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Não se perca na contagem: faltam 297 dias para a Outlaw250 em Tarumã.
Essa é uma foto que traz lembranças muito boas. Em 2013 ( repetindo 2012 ), chegamos no autódromo e estava chovendo. A situação não era boa e não parecia melhorar.
Porém, a meteorologia insistia em dizer que pararia de chover ainda pela manhã e teríamos uma linda tarde de sol . Para confiar, só com muita fé. Desde cedo, alguns pilotos nos mostravam mensagens de celular sendo repassadas com a informação de que teríamos "cancelado a prova" e que nem adiantava ir a Tarumã.
Em nenhum momento fizemos isso, pelo contrário, sempre fomos muito claros em explicar que havendo a miníma possibilidade - Tarumã nos deu o OK para entrar noite adentro se fosse necessário - a prova seria realizada em respeito ao público e aos pilotos que se deslocaram. Não era mais uma questão de dar lucro ou não. Era uma questão de respeito a todos que com seu comparecimento apoiaram a iniciativa.
Nestes momentos, as nuvens cinzentas não estão só no céu. Foi quando fui chamado para levar ingressos para o ônibus de Araranguá. Ora, veja, um ônibus cheio de gente vindo de outro estado para assistir uma prova Outlaw! Encarando a chuva, com ainda mais fé do que nós...
A partir daquele momento, tivemos certeza que tudo ia dar certo e até o sol começou a mostrar seu brilho.
Obrigado Evandro, te devemos essa.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:29 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
296...bem que poderia ser a graduação do comando de válvulas do Opala do Canani, mas estamos falando de uma fera movida a nitrometano!
Canani marcou época na 1ª edição da Desafio 250 Outlaw, se tornando o Opala mais rápido de todos naquela prova.
A emoção de acelerar seu TO contra todos tipos de carros e categorias diferentes, somado aos aplausos do público o fizeram se inscrever na 2ª corrida do ano passado.
Era um dos favoritos, com presença garantida nas bolsas de apostas p/ integrar os Big Dogs do TOP16 e assim o fez. Infelizmente um problema mecânico o tirou da disputa, encerrando sua participação.
Mas não pensem que a derrota o fez desistir!! Opaleiros NUNCA fogem da luta e teremos um piloto competitivo e um Opala violento em 2014...quem viver verá!
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Chegamos à sexta foto contando histórias da Outlaw 250. Estamos na D - 295.
Apresentamos Mateus Bordin e seu FIAT Coupe Fivetech Turbo.
Juntar as três palavras - FIAT, Fivetech e Turbo - é o mesmo que jogar gasolina em uma fogueira: é certo que veremos logo uma acalorada discussão entre os apaixonados por tudo o que estes símbolos significam e seus adversários.
Na Outlaw 250 em 2013, Mateus "voou" muito acima do nível em que estas discussões são travadas. Com uma atuação impecável desde a sua chegada aos boxes, trabalhando com organização e antecedência, foi levando sem erros seu Coupe vermelho à classificação e às vitórias no TOP 16 em sua prova de estréia. Foi a alegria dos torcedores dos carros Fiat por todo o país e jogou um balde de água fria nos adversários.
A julgar por sua estréia, se estiver presente em 2014, é desde já um adversário de peso.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:33 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
A foto de hoje é do Luciano Plentz e gravou um momento que diz muito para quem gosta de arrancada: na Outlaw 250 de 2012, a Marajó do Eli "decolando", com a roda no ar, monobloco torcendo e a tampa traseira abrindo...a teimosia em manter as peças juntas desafiando a lei da gravidade.
Conhecemos o Eli lá em 2006, no sambódromo em PA, com Chevette "Marrom" e ao longo dos anos os caminhos foram se cruzando. Em 2008, quando tínhamos uma parceria com Jhonny Bonilla no Open do VP, lembro de uma conversa que tive com o Eli na arquibancada do Velopark, onde ele me falava de seus planos de colocar um motor 16v no "Marrom".
Em 2010, quando a Associação Desafio veio para Tarumã com a "Noite do Desafio" como atração do Racha , lá estava o Eli, um "nativo de Tarumã" acelerando noite adentro.
O tempo passou, o Chevette foi ficando competitivo, andando mais, e como acontece num esporte de risco como a arrancada, veio a capotagem, o incêndio, o susto e o Marrom virou mais uma história e uma churrasqueira no pátio de casa.
A mecânica foi pra Marajó prata e lembro do grande esforço que Eli fez para estar na pista na primeira Outlaw 250. Pouco antes da corrida, quebrou bloco, câmbio, cardã e parecia que , afinal, tudo havia sido em vão. Com a providencial ajuda do Raul ( Raul Car) o milagre aconteceu, a Marajó veio para a 250 e a luta teve sua recompensa vencendo o SUPER16 em sua primeira edição.
Em 2013, tudo ia tranquilo, o negócio do Eli florescendo, seu prestígio crescendo, quando descobriu um problema cardíaco . A recomendação do médico foi direta : largar as corridas!
Essa não era uma decisão fácil, mas talvez fosse mesmo a hora de passar o bastão pra nova geração, e Eli decidiu fazer sua última participação na 250. Gesto legal. Mas não saiu como previsto...
Muitos carros, muito trabalho, muitos compromissos e uma coisa que julgávamos impensável ocorreu.
Cedo, no dia da prova lá estava a Marajó no boxe da casa do Chevette, tudo aparentemente andando certo, dentro do script. Com o dia correndo, carros na pista, onde está a Marajó? "Está com problema" me avisam. Fico pensando, "o Eli vai dar um jeito, ele sempre dá...", mas nada do carro na pista.
E, pela primeira vez que lembro, o Eli ficou de fora.
Agora temos 2014 e a boa notícia é que o Eli se recusou a desistir. Resolveu "rejuvenescer", perder peso ( promete o mesmo para a Marajó), cuidar do coração e tomar as providências para que nada lhe tire o prazer de fazer parte de mais uma Outlaw250 competindo para vencer.
Novas parcerias, novos equipamentos e uma certeza: o "idoso" Eli vem aí, alive and kicking!
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:36 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
A foto de hoje é do Uno Fivetech Nitro, de Yuri Farias.
Amor é doação. Amar a arrancada é colocar seus melhores esforços e capacidades para construir, desenvolver e manter competitivo o equipamento em que você acredita. O caso de Yuri com o Uno é um grande exemplo a ser seguido.
Amor é dedicação. Por mais de uma década ele vem desenvolvendo o Uno Fivetech com resultados que chamam a atenção. Eu posso apostar que ele conhece rigorosamente todos os parafusos de seu carro, e mais, é provável que ele mesmo os colocou no lugar.
Em uma entrevista para o programa Curva do S durante a 250, as perguntas do Ademir "Perna" Moreira iam sendo respondidas de uma forma até um pouco relutante, mas quando o tema passou a ser o UNO, Yuri se "soltou" e falou com a propriedade e carinho que um criador tem com sua criatura. E este fato, caros leitores, mostra o quanto pode ser temível um adversário com esta integração com seu equipamento e objetivo.
Se tem um carro tração dianteira que pode vencer a Outlaw250, ele é o que está na foto. O som deste Fivetech nitrado é possivelmente o mais distintivo que já passou pela reta de Tarumã . Yuri é uma lenda em SC e em 2013 começou a deixar sua marca entre nós.
O carro é simples e eficiente, equipado com eletrônica embarcada Hardware , não segue o modelo tradicional de "gadjets" importados. É funcional, com muito cuidado nos detalhes e com pinta de vencedor.
Durante a classificação em 2013, Yuri se manteve desde o início entre os líderes. No momento da decisão, uma falha na solenóide de acionamento do nitro tirou suas chances na prova já no alinhamento. Uma ironia do destino, já que Yuri é um especialista em nitro, usando este sistema há muito tempo e dominando seu conhecimento como poucos. Sendo um esportista correto, não retirou o carro mesmo sabendo que "engordando" não teria chance. Foi para o confronto direto e perdeu.
Após a 250, o problema da falta de pressão na mola da solenoide foi solucionado e agora o carro conta com duas garrafas de nitro e um novo acerto na geometria ( enquadramento) dos comandos de válvula, o que leva a crer em uma participação ainda melhor se vier em 2014.
Coisa que muitos esperam ver acontecer. Seguidamente sou parado por pessoas na rua - que nem sempre conheço - que querem saber quando é a prova "que andam todos contra todos" e se declaram torcedores entusiasmados do Uno , manifestando o desejo de vê-lo de novo na pista. Com muita tranquilidade posso dizer que faço parte deste grupo.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:37 pm, num total de 2 vezes _________________ Pq 1 dedo é benga!
É um processo meio misterioso como o tempo pode correr tão depressa. Sinto como se foi no fim de semana passado a prova de 2013. Sinto até a cola na sola dos sapatos e o cheiro de borracha e metanol...
Refletindo sobre estes momentos, não pude deixar de lembrar do José Augusto Alves, o "Zé Augusto" de Santa Catarina e seu fusca laranja. Para colocar uma prova como a Outlaw em andamento muito tempo é gasto com pequenas coisas que influenciam no dia da prova e um procedimento que tem se tornado cada vez mais complexo é a inscrição.
A cada etapa, novos competidores surgem e quando lemos os dados e vemos que eles não são de regiões próximas ao autódromo, chamam nossa atenção. No caso do Zé Augusto, o seu carro era um daqueles que tem potencial de vitória e quando recebemos sua inscrição, fomos pesquisar.
Descobrimos que o Zé iria correr no sambódromo em Florianópolis, faltando menos de um mês para 250 e ficamos ligados para ver seus resultados. Esse é um procedimento básico e importante para dar as informações corretas ao público de Tarumã sobre quem são os competidores que estão na pista disputando a prova, e também é uma forma de respeitar o trabalho dos pilotos.
Esse dia não foi bom para o José Augusto. Procurando as informações sobre a corrida, logo encontramos um vídeo com o acidente do Fuca no fim da reta em Florianópolis. E os danos foram grandes: carroceria torcida, danos na saída do semi eixo, roda torta, frente arrancada. Quanto ao piloto, tranquilidade, em uma entrevista gravada no dia, ele mostrava estar bem.
A lamentar, além dos prejuízos do Zé, a sua ausência na 250.
Resolvi tomar a iniciativa de fazer um contato com ele ( não o conhecia) e dizer que sentíamos o ocorrido e compreendíamos que ele não poderia vir participar.
A resposta? "Já estou arrumando o carro e estarei lá!"
Honestamente, pensei que não seria possível, mas sempre entusiasma quando alguém não se deixa abater num momento ruim e nos lembra porquê trabalhamos para fazer boas provas.
E o Zé veio mesmo, correu, foi às finais. Certamente não foi seu melhor desempenho e sei que ainda veremos ele fazer melhor. Sem dúvida, nesse dia foi um vencedor e deve ter se sentido assim vendo seu carro ali de volta na pista e em condições de competir.
Zé, estamos te esperando para mais uma!
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:38 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Faltam apenas 291 dias para Outlaw 250. O tempo segue voando e ainda posso ver o início do projeto ( estava mais para algumas ideias amontoadas e não um projeto ) de fazer uma boa prova de arrancada em 2006 no sambódromo de Porto Alegre. Lá se foram os anos e chegamos até aqui.
Não sei se por coragem de fazer acontecer ou por medo de falhar!
É assim mesmo, às vezes conseguimos progredir e por vezes, temos de dar alguns passos atrás, o que na verdade é a essência da aprendizagem .
Por isso, o carro de hoje é o Celta do Gustavo Herdt.
Gustavo tem uma história nas provas Outlaw, desde o tempo do Open do VP com seu Peugeot nitrado, passando pelas sextas de Tarumã e a partir daí, impulsionando a arrancada no sul de SC ao atuar junto a administração da pista da Figueira no Morro da Fumaça. Por sua intervenção direta, a prova de inauguração da Figueira teve uma "alma" Outlaw, pois mesmo tendo categorias, teve uma final entre os melhores ( e esta é uma outra história que ainda vai ser contada).
De toda esta experiência, veio a vontade de ter um carro realmente rápido e assim ter a chance de se colocar na disputa com pilotos que podemos considerar como as feras, os ícones - como você leitor preferir chamar - das provas Outlaw. Para isso, usando a velha ideia de fazer o melhor carro que conseguisse com os recursos que dispunha, pegou um Celta 1.0 e colocou um motor GM família 2/ 16v com um câmbio GtragF23, o que, sem dúvida, é uma combinação interessante.
Da teoria para a prática a realidade foi muito trabalho pela frente, e embora as pessoas envolvidas no projeto tivessem a disposição e vontade de ver o carro na pista, isso acabou não ocorrendo. Foram muitas horas de trabalho - e quem lida com carros de corrida sabe que podem ser muitas horas mesmo - e o carro só ficou pronto em cima da hora. O que animou a todos, pois seria possível pelo menos andar. Quem sabe, com um pouco de sorte e acerto não daria para beliscar uma classificação? De esperança vivemos todos.
Só que o mundo real não colaborou e apesar do carro estar basicamente pronto, problemas elétricos tornaram a tarefa impossível. De positivo ficou o aprendizado, os fãs que juntou ao longo do projeto e o próprio carro que vai fazer sua estreia em 2014. Gustavo cresceu e descobriu o básico: passar de um "carro de rua" para um carro de corrida é um caminho que precisa ser percorrido com calma e perseverança.
Assim como foi para a Outlaw250 poder existir.
Todo bom competidor tem um pensamento: "eu não vim até aqui para desistir agora" e Gustavo não é diferente. Quem é fã do Celtinha pode esperar que ele virá e vai brigar pela classificação entre os 30 melhores. Esta é sua meta: classificar. A partir daí, tudo é lucro.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:39 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Faltam 290 dias para a Outlaw 250. Dá para acreditar nisso?
Dos 300 dias que faltavam, 10 já foram. Como esta seu projeto?
Esta pensando muito? Já esta atrasado...
Hoje a foto é do Finola e seu Gol nitro 666 na Outlaw 250 I. Foi uma corrida muito especial a do Finola neste dia. Fez algo fora do comum ao classificar o Gol para o Top16 enfrentando carros teóricamente muito mais fortes.
Todos que gostam de corridas sabem que embora ao final do dia, na 250 apenas um vai segurar a taça de campeão do evento, muitas outras coisas acontecem durante uma prova que mostram quem, embora não vencendo, também tem o "pedigree" de campeão.
Sem dúvida foi isso que o "magrão" mostrou naquele domingo. Pilotando um carro que construiu, conhecendo seu equipamento e levando tudo ao limite, foi abocanhando vitórias.
Quando pressionado pelas regras da prova a colocar seu carro em ação novamente - sabendo que o risco era grande pois o motor não estava na condição ideal de temperatura - confiou no seu trabalho e não cedeu.
Conquistou o público e o respeito de muita gente dentro e fora da pista.
A prova de 2014 começa a surgir no horizonte e uma questão se apresenta: o Finola vai nos surpreender novamente?
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:41 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Tenho recebido informações de que carros serão construídos nestes 289 dias para buscar a vitória na 250. Muitos outros vão receber melhorias para subir de desempenho.
Entre eles está o Kadett de Fabio Carvalho.
Podemos considerar que Fabio já é um "veterano" na 250, pois participou das duas edições e também do festival de velocidade de Cachoeira do Sul, que foi disputado nos mesmos moldes da 250. O sistema de eliminatórias abertas realmente traz o crescimento de um piloto, pois ele aprende depressa que não há margem para erro.
Fabio é de Cachoeira e foi visível sua evolução de uma edição para a outra. E nas suas palavras: "Estou melhorando meu carro, a 250 que me aguarde". Ele considerou que a experiência ganha na prova foi "super positiva" por ser muito competitiva e poder enfrentar a pilotos experientes num ambiente com boa organização. Na 250 teve a primeira oportunidade de usar pneus drag em 2013 e não vai parar aí: o Kadett vem em 2014 turbo nitro.
Outra coisa que marcou Fabio foi o público de Tarumã. " É muito bom ver o público aplaudindo e também é muito bom o respeito dos pilotos uns com os outros nessa prova".
Fabio Carvalho ficou entre os Top40 , o que lhe coloca a um passo da classificação entre os 30 que irão às finais.
Já tem seu objetivo para 2014 e está trabalhando nas "armas" para conseguir.
Para ser bem sucedido tem:
289 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:42 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
É o tempo que falta, é o que a "casa" oferece pra quem ainda esta indeciso se quer fazer parte da historia na Outlaw250.
Hoje a foto é de um cara que de indeciso não tem nada, Jardel Peyrot e seu Gol.
Jardel é um cara que acelera o que e com o que aparece pela frente - ou ao lado para ficarmos no politicamente correto. Se alguém duvidar, dê uma busca na internet e vão encontra-lo na estrada dando final em patinete motorizado...
Desde que faz parte do time Tecnicar seu Gol tem sido rápido, venceu provas em outros estados e já venceu até "a pé" no Racha Tarumã. Estou levando na brincadeira mas não é nenhuma piada: em 2013 esteva nas finais na 250, com problemas técnicos ficou fora e tinha potencial para ir mais longe.
Sabemos que ele vai para pista para vencer. Se em 2014 conseguir "dar na veia", dará trabalho aos adversários.
Contamos com isso Jardel.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:43 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Hoje a foto não é de um carro/piloto e sim de uma ideia : o CCG ( Clube do Carro da Gurizada).
Esta turma, que foi muito bem descrita na imagem do Hot Campinas , sabe como poucos extrair a alegria que o esporte arrancada pode proporcionar. Como grupo, se reúne para viajar, brilhar em eventos pelo interior, fazer churrascos em sua sede e até celebrar sua paixão e admiração pelos fuscas na pista!
Fazer de um fim de semana de corridas um momento especial é com eles mesmos. Estar na pista, competir, torcer pelos amigos, "é tudo da lei " como precisamente diria Raul Seixas.
Posso dizer com muita tranquilidade que uma 250 sem o pessoal do CCG perderia um pouco da sua graça e torço muito para ver por lá os Fuscas e as Kombis. A movimentação e o churrasco na brasa dão a dimensão humana tão necessária quando se trata de um evento com tantas pessoas. Nesse nível, o CCG é uma bela ideia e representa o que o sul tem de melhor.
Quando esse quadro esta completo, o sentimento que temos é de que a 250 pode começar e vai ser um sucesso.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:44 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Muito do nosso conhecimento é composto por lembranças. Muitas boas, outras nem tanto e até algumas surpreendentes.
Escolhi contar para vocês uma lembrança da 250 que é tudo isso ao mesmo tempo.
Ricardo Mohr é engenheiro, proprietário de uma empresa que faz peças para performance - lmohr Racing & Design - que gosta de acelerar quando tem oportunidade. Participou com sua Puma AP turbo na Outlaw de 2012 e estava de volta em 2013. Sua empresa a bastante tempo é uma das apoiadoras da prova.
Conversamos antes da prova e ele me falava com bastante satisfação sobre as melhoras na Puma e estava curioso quanto aos resultados. Sua Puma é possivelmente a mais bem feita com motor AP que já havia visto, sendo praticamente impossível de ver a adaptação para fazer o "swap" com o motor original a ar. Um trabalho bem feito pela Imor.
Apesar de querer ficar todo tempo ali na pista assistindo, nem sempre é possível pois existem muitas coisas para serem resolvidas em outros setores do autódromo. Estava envolvido com um destes problemas, quando vieram me chamar : "aquele teu amigo da Puma bateu no fim da reta"!
"Ba, logo a Puma", pensei... e logo fui informado que ele estava sendo levado para o ambulatório e passava bem. Sensação boa, o principal é o bem estar da pessoa estar garantido e assim as coisas se acalmam um pouco. Partimos para o ambulatório para saber o que ocorreu.
Chegamos lá e encontramos o Ricardo ainda sendo examinado pelos paramédicos e vendo que ele estava bem, apenas com a adrenalina um pouco alta, perguntamos o que havia acontecido. A resposta foi surpreendente:
"Homem, eu alinhei com o "Veio" do Chevette ( um dos carros mais rápidos de Tarumã) e assim que largamos, senti que ele não estava indo embora, estava conseguindo acompanhar!". Ficamos ali olhando com cara de bobos, pois esperavamo ver um cara reclamando e se lamentando pelos danos no carro que já estava a muitos anos com ele.
E ficou melhor..."Eu me fixei na traseira do Chevette e fiquei de pé embaixo, pois aquilo foi muito legal, a Puma estava andando como nunca andou, estava funcionando. Ai, o Chevette saiu para o lado e eu me dei conta que tinha de frear, tentei uma vez as rodas bloquearam e fui aos freios novamente e senti que não ia parar. Avaliei, se fosse para a 9 ( Curva 9 ) poderia bater nos carros que estavam lá ou pior, atropelar alguém e ai decidi jogar a Puma nos pneus!"
A Puma foi parar nos pneus e tombou para o lado com muitos danos. Os equipamentos de segurança que a empresa de Ricardo instalou no carro cumpriram bem a função e ele saiu do carro sem nenhum arranhão.
A vida ensina que nas horas difíceis, quando somos submetidos a pressão, é que mostramos verdadeiramente quem somos. Ricardo naquele dia nos mostrou que é uma pessoa de qualidade e soube ver o lado bom de algo onde talvez a maioria de nós só veria um momento ruim.
Desejamos de todo o coração, que ele esteja conosco novamente em 2014. Se não quiser competir, entenderemos e já é nosso convidado para estar ali na pista conosco torcendo.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:46 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Esta consultando sua carteira para saber se vai dar para participar na 250?
Vou contar o caso de um carro que talvez ajude a clarear um pouco as idéias : o FIAT 147 de Gustavo Stock.
Para isso, vamos separar nomes de conceitos. No passado, quando a arrancada estava nascendo e ainda não era um esporte, apenas uma idéia desenvolvida a partir das corridas em lagos secos na California, os carros que apareciam para acelerar ficaram conhecidos como "Hot Rods" .Poderiamos traduzir como "bielas quentes" - mas era um conceito mais amplo - carros aliviados ao máximo, com motores "envenenados" ou trocados , normalmente de um quatro cilindros para um V8.
Com o tempo, o nome Hot Rod passou a definir um tipo de carro novo ou antigo, construído a partir de uma visão (carro antigo + motor v8), mas o conceito de hot rod permanece: um carro leve, simples e com motor potente. Em toda boa oficina "gringa" tem em algum lugar pintado na parede ou em um stick colado a uma caixa de ferramentas um dos mandamentos sagrados do esporte motor - "o peso é o inimigo".
Essa ideia impulsionou a aventura de Gustavo Stock e seu primo Custódio Almeida ao comprarem um 147 para participar do OpenDay do Velopark. Foram a uma loja de carros e, buscando uma coisa diferente de um Gol AP, encontraram lá no fundo um 147 branco, com boa aparência e um enorme bagageiro que até lhe emprestava uma certa personalidade. Compraram e saíram dali direto para o Velopark, onde o carro fez eternos 22s em 402m.
Foi uma experiência inesquecível , reveladora e que abriu caminho para eles construírem um legítimo "hot rod de bolso", um Pocket Rocket.
Tenho um amigo que sempre diz que 10 anos de uma vida são resumidos em 10minutos de um filme. Tenho de fazer o mesmo nesta história e correr o tempo mais rápido. Muitas histórias ocorreram ao redor do 147 e da "oficina" informal em que transformaram a Casa da Vó, como o local ficou conhecido. Novos amigos, novas experiências, a vida ao vivo. O primeiro turbo, a primeira garrafa de nitro...
Um fato sobressai: com uma quantidade de dinheiro muito menor que o gasto nos projetos que se vê por ai, usando o conhecimento cedido pelos amigos e a experiência aos poucos aprendida na pista, o 147 ficou rápido e começou a dar trabalho a oponentes de peso.
Biela forjada? Não tem.
Pistão forjado? Não tem.
Corpo de borboleta monstro? Não tem.
Turbina gigante? Tá brincando...
O conceito foi simples. Tirar todo peso possível e colocar coisas funcionais . Assim, já no início a ideia de colocar um carburador maior foi descartada em troca da injeção, mais fácil de operar e que garante muito mais o acerto correto para preservar o motor turbo e lidar com o gás nitro.
Também, vieram os pneus Drag argentinos da marca Black que se mostraram de grande qualidade e mais que tudo, duráveis.
E o pequeno Fiat, agora já carinhosamente chamado de "Fritz One Four Seven" foi derrubando competidores muito mais fortes e passou a ser admirado pelo público, especialmente em Tarumã. Muitos adversários ao verem o FIAT alinhado ao lado, tiveram momentos de grande preocupação, que se transformaram em pesadelo!
O tempo passou, a vida passou, os primos já não são mais sócios no carrinho que esta a venda. Torcemos que um novo dono o mantenha competindo no lugar que por direito conquistou: a reta de arrancada.
Sera muito bom vê-lo novamente em 2014. Afinal, ele nos acompanha a muitos anos e não encontra-lo na pista e como ver ir embora alguém da família.
Essa é uma dúvida que vamos levar para a Outlaw 250 de 2014.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:47 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
No início do Campeonato da AD, logo deu para perceber o progresso de um competidor e seu Gol Branco de numero 96. Competidor "enjoado", daqueles que não desiste, que presta atenção aos detalhes e consegue virar uma situação desvantajosa a seu favor.
Com o passar do tempo, mostrou seu talento e habilidade vencendo campeonatos. E quando não venceu, foi vice...um cara que dava mesmo trabalho aos outros competidores.
Além disso, ele e o 96 estiveram presentes em momentos que hoje já são parte da nossa história. Em 2008, quando colocamos pela primeira vez na pista o TOP 16, Fontes fez uma final sensacional com Alexandre Kroeff e o seu Maverick Branco nos 402m do Velopark. O locutor naquela noite era o "velho perna" e ainda posso ouvir a voz do Perna nos alto falantes gritando que " vai dar Maverick, ta na frente... mas o golzinho não se entrega... o golzinho é valente,não se entrega...e deu GOL"!
Foi um momento mágico por muitos motivos. A vitória foi inesperada, pois o MavericK como bom tração traseira saltou na frente e abriu, estava muito a frente nos 201. Só que a partir dai o AP Turbo feito na época pelo Dorival falou mais alto e o aparentemente impossível aconteceu, com o Gol passando o Maverick na linha. Uma bela vitória.
Na volta, ao chegar pela pista lateral no alinhamento, foi recebido por sua equipe que o tirou do carro e o jogou no ar em comemoração. Emocionante, espontâneo, alegria de ver a competição ocorrer e a sensação de ter contribuído para uma coisa muito boa. O pouco público que ainda resistia naquele final de noite vibrou como nunca. Alguém me contou depois que um "apezeiro" deu uma cambalhota(literalmente) quando o Gol venceu o V8.
Ai estava a resposta de que a arrancada era mesmo um esporte vibrante e o TOP16 havia chegado pra ficar.
Essa façanha não foi a única do 96. Aprontou outra quando nos mudamos para Tarumã após sairmos do Velopark. No primeiro TOP16 realizado em Tarumã, Fontes novamente estava na final, só que dessa vez contra um Chevette "da casa". A coisa ficou séria, caso de honra pra todo mundo...e o Gol venceu!
Foi simplesmente a única vitória de TOP16 de um tração dianteira em Tarumã. Mais que isso, foi algo que marcou tão fundo que gerou a lenda que garante que NUNCA MAIS um tração dianteira vai vencer em Tarumã. Se isso for verdade, é algo que ninguém vai tirar de Fontes.
A vida segue. O 96 foi por muito tempo o carro mais emblemático da AD mas as coisas mudam e Sergio teve mudanças em sua vida pessoal, mudou de trabalho, mudou de cidade, foi para longe do 96 - novas prioridades.
Em 2013 mesmo estando longe de PA, veio a Tarumã e participou da 250 possivelmente pela última vez . Andou bem, esteve entre os melhores, não no topo mas sempre com a alma de campeão.
Como o mundo dá muitas voltas, quem sabe o que o futuro nos reserva?
Quem sabe ele nos traz o 96 de volta?
Aconteça o que acontecer, o nosso abraço e gratidão pelos grandes momentos que essa dupla protagonizou. A 250 existe por que gente como o Fontes nos deu seu empenho para que ela pudesse nascer.
Muito obrigado em nome de todos da AD.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:48 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Os dias estão passando rápido e as histórias não param de surgir.
Então vamos contando cada uma por vez. Hoje vamos falar de Alexandre Kroeff , o "tio" Ênio e o Maverick branco.
Imagine um americano, grande. Bom, um americano só pode ter um V8... e, é o que o "alemão " como é conhecido tem mesmo. Na verdade mais de um, mas vamos ficar com o de corrida.
A primeira vez que vi o carro foi no sambódromo em PA, lá em 2006. Lembro de uma puxada em que o Maverick foi indo para a lateral da pista e raspou o pneu traseiro na guia ( meio fio, cordão da calçada, coisa que tinha e continua tendo ). Na época fiquei pensando que esse pessoal dos carros de tração traseira tinham bastante coragem para acelerar seus carros lá.
Com o tempo, passamos a organizar um campeonato e nos encontramos de novo no Velopark e Kroeff trouxe o carro para participar. Aparentemente, era o mundo perfeito para o V8, mas apesar de arrancar muito, os 4 cilindros turbo mostraram que na reta longa tinham folego. Isso nunca intimidou o alemão e ele acabou sendo um dos finalistas no primeiro TOP 16 contra Sergio Fontes. Naquela noite ali no alinhamento, se houvessem apostas, 95% seriam no Maverick.
Um burnout para afetar o "psicológico do adversário" e fumaça pra todo lado, até hoje uma especialidade do Maverick. Largaram e o V8 salta na frente e começa abrir, implacável. Todos ali com a sensação de "já era pro Gol", quando olhando lá pro fundo da pista não muito iluminada alguns pressentem a reação do Gol . " Não dá mais" diz um, "não tem tempo diz outro" , os carros cruzam a foto célula e com alguns centésimos de atraso a luz da vitória pisca na pista do Gol.
Explosão da moçada do AP ali na beira da pista e da arquibancada, pois foi mesmo inesperado.
Sei que o "alemão" não morreu de alegria naquele dia. Mas também vi que, com a tranquilidade que lhe é característica ele não ia desistir. A partir dali, vimos seguidamente o Maverick na pista com Alexandre e o "tio" Ênio de Crew Chief.
Quando fomos para Tarumã com o Campeonato da Associação Desafio, Alexandre venceu um campeonato, agora muito mais difícil, com carros mais parelhos. A qualidade do V8, a boa pilotagem, lhe garantiram o primeiro campeonato de um v8 na AD.
O que faltou foi a vitória no TOP16. Por muitas vezes, Alexandre e o Maverick estiveram muito perto da vitória e ela caprichosamente teimou em não vir.
Encerramos o Campeonato e veio a Outlaw250. Mais dura, mais concentrada e mais exigente. A que se desenha no horizonte pinta como a mais competitiva de todas, aquela em que muitos competidores já tem experiência e já sabem o que tem de fazer se quiserem vencer. Além disso, a cada prova, vemos novas participações e a imprevisibilidade aumenta junto com o valor das premiações que serão recorde este ano.
O alemão esta trabalhando. Com a parada do Velopark, sobrou tempo para trabalhar mais no carro para a 250.
Sera que mais uma lenda vai cair e um V8 vencerá a 250?
Sera o ano do Maverick do Kroeff?
Saberemos daqui a 283 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:49 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
As histórias se acumulam e preciso usar a intuição para decidir qual contar, a que pode ser a certa para o momento.
Decidi contar sobre o Diogo Silva e sua Audi 5cilindros 4x4 turbo. Figura emblemática, que esta ha muito tempo na arrancada , participando como preparador e piloto. Atualmente tem aparecido em poucas provas e tivemos o privilégio de ver a AUDI na pista nos últimos 3 competições que organizamos em Tarumã.
Diogo é um piloto competitivo que luta pela vitória. Ninguém tenha dúvida disso. Na sua primeira participação em um TOP16 ( última prova feita antes da 1ª Outlaw250) inscreveu sua AUDI e rapidamente mostrou que era o adversário a ser batido. Um problema: um vazamento de água na AUDI poderia acionar a fotocélula e o carro poderia queimar "parado" e ser desclassificado.
Temos uma regra de ouro nas provas - a cronometragem é soberana. O que ela marca é o que vale. Numa pequena reunião a beira da pista ficou acertado que Diogo poderia seguir mesmo com o vazamento pois não apresentava risco algum - o carro é 4x4 e Diogo reconhecidamente hábil. Caso a água interferisse com a fotocélula, ele poderia ser desclassificado. Valia o risco para ele e para a a corrida, por que afinal, era um dos favoritos. Acabou desclassificado não por um erro de sua pilotagem, mas por um problema técnico.
Para 2012, Diogo se preparou bem, treinou em Tarumã, treinou no Velopark e estava com o carro onde queria. Foi convidado para algumas provas, mas preferiu deixar o carro pronto, esperando, pois como escrevi acima, é um cara que se prepara para buscar a vitória. No dia da prova, ocorreu uma daquelas coisas "de corrida" que não tem muita explicação. A Audi de repente, sem aviso apresenta problemas eletrônicos e ele é forçado a desistir da nova tentativa. Mais tarde, foi constatado na oficina um desalinhamento na roda fônica.
Em 2013, a Audi deu seu recado. Mesmo com o tratamento da pista sofrendo com mais de 8h de chuva constante na noite anterior a prova, Diogo foi demolindo todas marcas anteriores em 250m. Para o público e para quem estava prestando atenção, era o dia da Audi. A sensação é que Diogo andava com sobras. Ninguém foi capaz de desbanca-lo do primeiro lugar na classificatória.
Veio a eliminatória e novamente um detalhe técnico poderia tirar as chances da Audi. Semanas antes da corrida, foi recomendado através do "Manual da Prova" que o escape fosse apontado para trás e não para o lado. Essa é uma norma mundial da arrancada hoje, pois a potência dos motores - que é liberada em parte pelos gases no escapamento - faz interferência no feixe de luz das fotocélulas. Em Tarumã, onde a pista não é tão larga, é um fator ainda mais sensível. A Audi não tinha esta disposição de escapamento e como contei lá em cima, a "cronometragem é soberana", não se pode questionar, temos de obedecer. Uma mesma regra para todos.
E o escapamento interferiu na cronometragem. A Audi, para nossa tristeza e do público ( que não entendeu a desclassificação) ficou de fora. Diogo não ficou feliz . Ninguém ficaria nestas condições . Já os adversários respiraram aliviados.
Eu soube mais tarde que Diogo sempre que chega em casa quando algo assim ocorre diz algo como "nunca mais volto pra correr lá"...
Diogo, sabemos que ai dentro tem um piloto e um piloto acima de tudo, quer correr, quer vencer e a pista vai estar novamente te esperando em 2014. Lembre sempre que as vitórias difíceis são as que mais emocionam e que tu é um dos caras que tem nos inspirado a trabalhar por melhores premiações e outras inovações para elevar o nível da arrancada entre nós.
Temos uma história com as Audis desde o sambódromo, passando pelas aceleradas no corte em frente ao boxe do Eclipse em Santa Cruz do Sul e chegando até a 250.
O time RC tem todas as possibilidades de escrever o capitulo final desta história. O Mateus estará de volta de carro novo, o Eclipse também retorna com muitas ambições. É um encontro marcado com o passado e o nome do Diogo esta no convite!
Só na Outlaw250.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:50 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Faltam 281 dias e muitas histórias até a Outlaw 250.
Na de hoje, vamos por um caminho diferente das histórias anteriores. Vamos conhecer o Rodrigo Busin e sua F100 v8 Laranja com compressor.
Busin tem sua vida ligada aos caminhões pesados então não causa nenhum estranhamento vê-lo em uma pista acelerando um pequeno "caminhão". Diferente de outras histórias contadas aqui, ele vai para pista com sua F100 para se divertir, sem nenhum outro compromisso.
Na pista é possível extrair todo o coeficiente de diversão que um v8 sobrealimentado pode oferecer. A F100 é muito bonita, com acabamento impecável e não segue o dito comum "all show no go"( só para bonito, não anda ). Com todo o seu peso, arranca bem e se move rápido. Se o carro que alinhar com ela não for muito bom, vai passar um mau momento.
Sem duvida a F100 tem muito carinho do público ( quem não gosta, teve ou já não sonhou em ter uma grande pick up?) , chama muita atenção e mexe com a cabeça das pessoas. Todos esperam ver um carro assim em uma exposição e não correndo em uma competição aberta.
Esta é uma das características da Outlaw 250: oferece espaço para quem quiser participar ( tendo coragem e disposição) . Se o negócio é correr para vencer, pode ter certeza que vai encontrar outros pilotos com a mesma intenção. Se para você, como é para Rodrigo e a F100, o negócio é diversão riscando a reta com o preto dos pneus drag, é o lugar onde você pode se sentir em casa.
Sempre em um ambiente de competição "non stop", embalada pela melhor torcida de automobilismo que temos no RS - a arquibancada lotada de Tarumã, que sabe reconhecer e tratar muito bem quem tem valor.
Se os compromissos de Rodrigo permitirem, vamos ver mais uma vez a F100 em ação na Outlaw de 2014.
Daqui a 281 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:51 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Já ficaram para trás 20 dias desde que iniciamos esta série de fotos com momentos tirados da 250 para lembrar as participações de cada piloto. Muitos ainda vão passar por aqui, e o foco de hoje vai para o Davi Lai e sua Brasília "Palestina".
A foto que escolhemos da Brasília tem um significado muito claro e a chamamos de "a imagem que ninguém quer ver".
Realmente a Brasília é feia. É inominável. Ao mesmo tempo é eficaz e isso é o que realmente conta. Não existe regra contra a feiura, não na 250. Já o tamanho da ineficiência tem como punição um fracasso proporcional.
Davi entende que a Brasília é o que é, que o público gosta dela assim e assim ela seguirá. Não é uma questão de dinheiro, embora Davi argumente sempre que dinheiro não significa conhecimento e que o que move a Brasília é seu espírito inventivo e sua capacidade de tirar muito do pouco que aplica materialmente. Estamos falando de trabalho, pois são muitas horas/trabalho dedicadas à Brasília. Especialmente no que importa, que é seu rendimento.
Vou fazer um paralelo com o nascimento da arrancada. As corridas em lagos secos (que são o berço organizado da arrancada) nasceram justamente no momento da depressão econômica nos EUA. Os jalopniks (calhambeques) baseados em chassis de modelo A que eram abundantes recebiam todo tipo de ideia inovadora para andar mais. Foram cortados, rebaixados, depenados até o osso, tiveram seus motores trocados. Eram feios.
Com o tempo, os resultados apareceram pelo trabalho e dedicação inicialmente de mecânicos anônimos e pilotos corajosos. Alguns deles se tornaram lendas e seus nomes estampam muitos adesivos de marcas famosas que hoje são objeto de culto colados em carros enceradíssimos parados em ótimas garagens.
Pois bem: se Davi tivesse vivido naquela época na América, é bem provável que seu nome estivesse hoje em um destes adesivos. Como não nasceu, muita gente ainda vai tremer ao ver a Brasilia alinhar ao lado. E nós, que mesmo ali dentro da pista também fazemos parte do público, vamos sorrir e pensar que a Brasilia encontrou mais uma vítima...
Não acredita?
Desconsidera a matemática da medição de tempo que mostra a Brasília como um carro na casa dos 7s em 201m em uma pista reconhecidamente difícil como Tarumã?
Fácil, venha na 250 e pulverize o Davi na pista... ou aguente a gozação ( isso tem nome, bragging rights - privilégio conquistado por quem derrota um rival).
Ainda tem 280 dias para decidir se vai encarar.
Editado pela última vez por Pisca em Ter Fev 18, 2014 2:07 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Onde encontramos os tempo dos eventos do ano passado e anos anteriores?Quem faz a cronometragem da prova?
Os tempos são passadas as parciais e velocidade final?
Os tempos podem ser encontrados nos sites da Associação Desafio e tbm da Produpark, q é a empresa q faz a cronometragem da prova, lembrando q é a mesma q fazia a cronometragem do Velopark.
Uma coisa q vc tem q entender...na Desafio 250 OutLaw o tempo de pista NÃO é o mais importante.
Oq realmente determina a vitória é o carro q passa na frente no final da puxada, sendo considerados p/ isso a somatória do tempo de reação + tempo de pista.
Onde encontramos os tempo dos eventos do ano passado e anos anteriores?Quem faz a cronometragem da prova?
Os tempos são passadas as parciais e velocidade final?
Os tempos podem ser encontrados nos sites da Associação Desafio e tbm da Produpark, q é a empresa q faz a cronometragem da prova, lembrando q é a mesma q fazia a cronometragem do Velopark.
Uma coisa q vc tem q entender...na Desafio 250 OutLaw o tempo de pista NÃO é o mais importante.
Oq realmente determina a vitória é o carro q passa na frente no final da puxada, sendo considerados p/ isso a somatória do tempo de reação + tempo de pista.
como são as categorias neste evento?
dianteira x dianteira
Traseira x traseira?
Carros de pneu radial é uma categoria e os com pneu Slick é outra?
Onde encontramos os tempo dos eventos do ano passado e anos anteriores?Quem faz a cronometragem da prova?
Os tempos são passadas as parciais e velocidade final?
Os tempos podem ser encontrados nos sites da Associação Desafio e tbm da Produpark, q é a empresa q faz a cronometragem da prova, lembrando q é a mesma q fazia a cronometragem do Velopark.
Uma coisa q vc tem q entender...na Desafio 250 OutLaw o tempo de pista NÃO é o mais importante.
Oq realmente determina a vitória é o carro q passa na frente no final da puxada, sendo considerados p/ isso a somatória do tempo de reação + tempo de pista.
como são as categorias neste evento?
dianteira x dianteira
Traseira x traseira?
Carros de pneu radial é uma categoria e os com pneu Slick é outra?
Essa foi a pergunta mais legal q vc fez...rss
Sabe qual é o segredo do sucesso da Desafio 250 OutLaw?
NÃO EXISTEM CATEGORIAS!!
É isso mesmo!
Na Desafio 250 OutLaw vc pode correr com o carro q quiser, do jeito q sempre sonhou!
Correm todos contra todos, dianteira x traseira, turbos x aspros, slicks x radias...you name it!
As ÚNICAS restrições são p/ carros q não possuem portas de fábrica - gaiolas, funny cars e dragsters - sendo q até mesmo buggyes e jeeps são aceitos.
Todos os 150 inscritos podem dar quantas passadas quiserem nas 3 horas de treinos livres e após isso começam as puxadas eliminatórias valendo tempo de classificação.
Nessas puxadas, bem como nos treinos livres, o piloto pode arrancar c/ quem ele quiser, seja uma carro de rua contra um DT-A ou um TT contra um FLD...vale tudo.
Após as 3 puxadas q cada um tem direito os 30 mais rápidos se classificam p/ mata-matas finais, q são divididos em 2.
Os 14 mais rápidos do dia se classificam imediatamente p/ final chamada TOP16 e os 16 "menos" rápidos vão disputar uma espécie de 2ª divisão chamada SUPER16, q vale 2 vagas p/ TOP16.
Cada vitória na SUPER16 valeu no ano passado R$50,00 de premiação, paga à vista, na pista e na hora. Os 2 finalistas da SUPER16 completam o grid dos 16 carros da finalíssima TOP16.
Cada vitória na TOP16 do ano passado pagou R$100,00, sendo o sistema de mata-mata idêntico ao da SUPER16.
Nas 2 eliminatórias é feito o cruzamento olímpico, onde o 1º mais rápido pega o 16º, o 2º pega o 15º e assim sucessivamente.
São aceitos carros c/ DOC ou sem DOC...qualquer tipo de pneu, preparação e etc....tudo é livre.
A inscrição do ano passado p/ pilotos foi de R$50,00 e as 150 vagas foram preenchidas em 2 dias, faltando 1 mês e meio p/ corrida....rss.
Não precisa ter carteira CBA
Quando se iniciam as finais da SUPER16 e TOP16 os Boxes são fechados e caso um carro tenha problemas mecânicos, a equipe tem 5 MINUTOS p/ arrumar...DENTRO DA PISTA.
Editado pela última vez por Pisca em Ter Fev 25, 2014 2:11 pm, num total de 2 vezes _________________ Pq 1 dedo é benga!
A foto de hoje é do carro de George Dewes Balparda, o 6cilindros melhor classificado da prova em 2013 - o Opala 49. George colocou seu carro em 15º lugar e devido a desistência de um competidor sem condições técnicas foi direto ao TOP 16. Não precisou disputar a repescagem do Super 16. Entre vários, foi o único Opala no TOP16, o que o credencia como o melhor 6 cilindros da prova.
Venceu a primeira chave sobre o Uno Nitro( um dos favoritos) de Yuri farias de Santa Catarina, mas perdeu a eliminatória seguinte para Vanderson Magnanti e seu Fusca a ar turbo.
O 49 já venceu um Super 8 , o último antes da prova se transformar em Outlaw250 e aumentar o numero de classificados, nascendo ai o Super 16, competição que garante os dois últimos classificados do TOP16. Nesta corrida em particular, George mostrou grande habilidade e conhecimento de seu equipamento ao vencer o Super 8 com destacada atuação na pilotagem. Na competição é utilizado o modo Pró do pinheirinho e isso fez diferença para George que foi superando um a um seus adversários com nítida supremacia nas reações.
Outro detalhe importante sobre o 49 é que o carro, desde que o acompanhamos nas corridas Outlaw vem evoluindo constantemente. Nesta última versão o carro tem pneus Drag, o motor é forte e a combinação piloto / equipamento é muito competitiva não apresentando quebras e nem abortando puxadas.
George corre em vários tipos de pista ( Velopark, Tarumã, Morro da Fumaça , Estrela) e com isso foi somando experiência que pode ser extremamente útil em competições exigentes.
Se voltar em 2014, poderá ser de equipamento novo, talvez um 49 branco.
Mas isso, só saberemos daqui a 279 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:52 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
É muito interessante como pessoas dos mais diversos grupos acreditam que a corrida deste ano terá um nível de competitividade nunca visto. Muitos pensam que os problemas enfrentados pelo VP trarão novos competidores que podem mudar completamente os resultados.
Não acreditamos nisso nem por um minuto.
Acreditamos no que não vira fumaça no ar. Acreditamos nos competidores que ao longo dos anos vem crescendo com seu esforço, que já estiveram aqui antes e nos que sonham em algum dia brilhar aqui.
Considerando isso, a foto hoje é do Fusca de Vanderson Magnanti.
Acompanhamos Vanderson desde o Open do VP onde participava com uma Saveiro . Com certa surpresa vimos quando ele reapareceu com um Fuca (tração traseira), que é mais rápido mas também exige novas habilidades e certamente mais coragem para poder tirar o que o carro pode entregar. E mais, este fuca era a ar, contrariando a tendência de usar motores refrigerados a água, que no Brasil de hoje tem recursos abundantes para extrair potência.
A cada participação, o Fusca a ar turbo de Vanderson melhora, constrói números de pista mais sólidos e podemos dizer sem medo que já faz parte da elite da prova. Difícil fazer esta estatística, mas dá para afirmar com pouca margem de erro que o Fuca verde é o de motor a ar mais rápido do RS na atualidade.
Voltando a competitividade da prova, sim, torcemos todos que ela apareça e dê ao público, pilotos e organizadores muita emoção, pois essa é a matéria prima da arrancada como esporte. Temos clara consciência que isso vai ocorrer com os pilotos que optaram por estar aqui.
Se novos competidores, seguindo o caminho natural das coisas vierem participar com este grupo poderá de fato ser muito bom.
Porém ninguém vai se surpreender se lá no final do dia, quando estivermos olhando para os melhores, veremos os que já estiveram aqui antes.
Surpresa mesmo sera se ocorrer o contrário.
Apostem suas fichas por que vamos saber daqui a 278 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:54 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Pense com calma: quase um mês já se foi e é como se fosse ontem. Se você tem um carro e quer competir na 250, vai descobrir que os dias que faltam vão passar muito rápido.
Para quem esta com tudo pronto e tem outras competições na agenda, vem pela frente um período de aperfeiçoamento. Já para quem tem trabalho a ser feito no carro, podem acreditar, é hora de colocar o pé no acelerador dentro da oficina ou garantir seu ingresso para um bom lugar na arquibancada.
Falando em pé no acelerador tenho de lembrar de Emílio Cesar Coffi Calibari e seu fusca vermelho lá "do Itaqui" ( que é um jeito de falar lá na fronteira). Em sua primeira vez na 250 fez de tudo um pouco: rodou no fim da pista quando ela estava molhada, empinou mais de uma vez para alegria do público e principalmente, se classificou direto no TOP16. Se alguém pensa que isso é pouco, olhem a lista de quem não se classificou que verão o tamanho do feito.
É uma mostra de que o carro é bom e o piloto é dos que tem experiência em correr nas pistas do interior, que em última análise, tem dificuldades até maiores que Tarumã. Embora tenha motor AP turbo, o Fuca de Emílio tem uma configuração diferente e chama a atenção. Usamos esta foto com o fuca preparando-se para a decolagem por que as em que ele esta empinando já são quase uma marca da prova em 2013.
O Byron Soares ( Arrancada Pelotas) esteve recentemente cobrindo as corridas em São luis Gonzaga e encontrou o Emílio acelerando por lá - é mais perto de casa. Ele nos trouxe a notícia de que o Fusca volta para a 250/2014.
Essa é uma boa notícia.
Temos um encontro marcado daqui a 277 dias.
Editado pela última vez por Pisca em Sáb Fev 08, 2014 1:56 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Recebi hoje um ótimo presente de uma pessoa do público, um fã da prova que esta se preparando para participar pela primeira vez da 250. Gostei tanto do presente que resolvi compartilhar com todos . Assim, a agenda dos carros e pilotos vai ter de esperar enquanto faço uma reflexão sobre a imagem, que é de um ponto de vista de Tarumã que eu ainda não conhecia.
A primeira coisa que salta aos olhos na imagem é uma pista lotada em uma linda tarde de sol. É o quadro que todos nós sempre esperamos ver quando vamos a um espetáculo, mas nem sempre o tempo colabora. Os fãs que chegaram cedo sabem que ainda chovia de forma inconstante e os que passaram a noite no autódromo lembram com clareza as 8 horas de chuva sem parar.
Fazer esta 250 foi sobretudo uma questão de fé. De fé na tecnologia da previsão do tempo que afirmava que o clima iria melhorar, da fé que os competidores iriam aparecer e da fé que o público mesmo assim compareceria. Não se esperava números maravilhosos. A chuva nos deixou numa situação de que se houvesse público para o autódromo não ficar no prejuízo e permitir mais uma prova no futuro, já estaria bom demais.
O que aconteceu foi além do esperado e mostrou uma certeza: a arrancada como esporte nunca esteve tão viva e tão no coração do público. Público que saiu de casa, em muitos casos vindo de longe e sabendo das condições de tempo. Apostando com a mesma fé que nós : vai dar certo!
Tarumã fez muito bem sua parte. Desde cedo, recebemos o ok de Marcio Pimentel ( diretor do autódromo) para estender a prova para a noite se necessário. Sem limite de horário. A prova iria sair em respeito ao público, que já estava lá, e aos pilotos. A renda já era contabilizada como uma perda, mas o comparecimento naquelas condições havia mostrado ao autódromo algo muito mais importante.
Muitos vieram de lugares distantes e até de outros estados. E isso exigia uma resposta à altura, que só podia ser uma: se houvesse condições mínimas a prova sairia. No fim, com a colaboração de competidores que pediram para andar quando a pista ainda não estava seca, o atraso não foi grande. Os carros passando secam a pista com bastante rapidez.
Estamos acostumados a viver em um país onde as boas ações não são valorizadas. As vezes, por conta da tristemente famosa "lei de Gerson ( gosto de levar vantagem em tudo )" um grande esforço de toda uma comunidade é ignorado e descartado como um sonoro "nada". Em Tarumã ocorreu o contrário. A presença de todas aquelas pessoas, que já estavam ali na arquibancada em plena chuva esclareceu para a administração da praça de esporte que a arrancada tem fãs e é viável. Mesmo que naquele domingo a renda fosse decepcionante, os dias certos, as horas certas iriam chegar.
Assim, o público e os pilotos que se aglomeravam pra entrar na pista levaram a Outlaw 250 ao "status" de ser um dos eventos oficiais de um autódromo internacional com a tradição de Tarumã. Isso lhe garantiu uma data melhor, em um mês mais quente e um grau de respeito comparável ao que tem a Stock e a FTruck, estas sim as grandes potências em se falando de automobilismo no Brasil.
Tarumã foi recompensado.O autódromo encheu, pintou as arquibancadas com as cores da diversidade trazida pelos torcedores. A tarde trouxe o sol que espantou o frio e mesmo a preparação da pista, castigada pela chuva sobreviveu em estado razoável. Muitos pilotos puderam dar seu show escrevendo o nome na história de um dia muito especial para a arrancada em Tarumã e no estado todo.
E tudo isto esta nesta foto tirada com a visão de Everton Lódea, que viu mais do que nós. Muito obrigado. É nosso convidado em 2014.
Agora, temos apenas mais 276 dias para cumprir o compromisso de fazer ainda melhor em 2014.
Editado pela última vez por Pisca em Dom Fev 09, 2014 1:37 pm, num total de 1 vez _________________ Pq 1 dedo é benga!
Só faltam 275 dias... Esta passando na velocidade de um cometa!
Por falar em "bola de fogo", hoje vamos contar um pouco sobre a evolução de um piloto que vem crescendo desde os tempos da Noite do Desafio: Luís Fernando Almeida dos Santos e seu Fusca 112.
A imagem de foto ainda é do "antigo" 112 de Luís Fernando e entendemos como importante a lembrança porque este carro lhe rendeu o apelido de "Bola de Fogo". Atualmente Luís Fernando tem um "novo" 112 que sera mostrado mais adiante quando estivermos mais perto da prova.
Como viemos aqui pra contar história, vamos adiante. A primeira vez que vimos o 112 ele era muito feio, talvez tanto como a Brasilia do Davi Lai, mas diferente. Parecia um "baja" bug esquisito e não um carro de arrancadas. Logo notamos uma coisa: a cada prova, o 112 mudava, evoluía, melhorava. Quem é cheio de "nós pelas costas", se chegasse em uma noite em Tarumã diria que era "um baja correndo arrancada" mas nos estávamos vendo que não era bem assim.
Sempre havia uma melhora. O carro teve a frente modificada, ganhou pneus maiores, foi recebendo melhorias no motor. Dentro deste processo, numa tarde quente de verão, na ND9, Luis Fernando arrancou no treino e na altura dos 40 metros o carro virou uma bola de fogo dentro da cabine.
Não é um exagero, esse bola de fogo não é um superlativo figurado...a coisa queimou feio mesmo e assustou. Luís conseguiu sair rápido do carro e sentou meio zonzo a beira da pista onde foi socorrido pela ambulância, levado ao ambulatório e posteriormente ao setor de queimados do Pronto Socorro de PA onde tirou umas férias forçadas.
A ironia das ironias - poucos dias antes a esposa de Luís Fernando quis lhe presentear com um macacão a prova de fogo, mas ele preferiu uma peça de performance. Entendemos. Todos pensamos que nada nunca vai nos acontecer.
Não foi bonito, Luís se machucou e muitos pensaram que ele não voltava mais. Ouvi muitas conversas nesse sentido. Mas erraram e Luis voltou, seguiu desenvolvendo o carro que recebeu um novo visual com pintura agora laranja. Não esteve na primeira Outlaw 250, mas fez um bom trabalho na Outlaw 250/2 classificando o carro para o Super 16.
Agora ele deu novos passos mais a frente e tem um carro novo, melhor, o 112 branco e um bom tempo pra desenvolvê-lo até a 250.
Torcemos para que seja mesmo como um cometa, uma "bola de fogo" incendiando os adversários dentro da pista.
Daqui a 275 dias vamos saber, mas a julgar pela maneira de Luís Fernando abordar a questão, ele vai dar trabalho e reforça a lenda ( até aqui comprovada ) que é difícil vencer os fuscas em Tarumã.
Para quem não sabe, em 2013, a 250 foi a prova que teve o maior número de Fuscas no Brasil. Pesquisamos e descobrimos que mesmo nos Estados Unidos da atualidade, provas famosas como a Bug-O-rama já não tem tantos fuscas assim competindo. Então não deixa de ser surpreendente o grande numero de fuscas que correm em Tarumã e seguem em evolução.
Sua presença é tão significativa que já tem uma "lenda" amplamente difundida que ninguém vence os fucas em Tarumã. De fato, embora antes das provas existam muitos favoritos com chances reais de vencer, lá no final, nas duas 250 realizadas, os fuscas reinaram soberanos.
Mais impressionante ainda é o fato que a cada dia surgem mais fuscas, e os que já existem ficam melhores! De todos os tipos, com motor AP, com nitro, a ar, turbo, na faixa em que competem dão um trabalho danado a seus adversários honrando a história do carro que tem a reputação de ser o mais estimado do planeta .
Por tudo isso, hoje vamos continuar com mais um fusca, o "Bala de Prata" e seu piloto, o Bráulio Rocha.
A foto do dia não mostra o Bala de Prata em ação mas temos um bom motivo para que seja assim. Tenho contado que os pilotos vem se juntando as provas Outlaw estão em uma evolução muito grande. Evoluem seus carros e evolui sua pilotagem e o motivo mais forte disso é o aprendizado das regras do jogo. Na arrancada como praticamos aqui ( também nas provas Pro da NHRA), não existe margem de erro. Você vai para pista para "matar ou morrer" competitivamente falando.
É emblemática a foto do Bala no dinamômetro da Hardware, com uma nova injeção e um novo "tuner", o Jacson Leuck da Tecnicar. Trabalho e nova parceria faz parte da busca por mais desempenho e sabemos que Bráulio é um piloto muito competitivo. Muitas vezes observamos ele "andar mais que seu carro" como se diz no dialeto das corridas.
Bráulio ainda não teve a chance e o desempenho que se espera dele na 250. Na primeira, a turbina do Bala se entregou, mas ele seguiu na competição até onde pode e classificou para as finais. Em 2013, o câmbio o deixou de fora e , juntamente com a quebra da Marajó do Eli, foram as duas ausências mais sentidas. Agora 2014 já esta correndo e o Bala vem de sangue novo.
Se ele conseguir chegar bem na 250, o público sabe que pode esperar um show dentro da pista. Se estiver em um dia inspirado, seus amigos sempre falam que ele é "insano"... De fato todos torcemos para que ele seja mais fator daqueles que embolam qualquer decisão e ponha em dúvida com seu desempenho qualquer favorito pré estabelecido.
Seus torcedores - que são muitos - vão dizer que estou certo. A "oposição" vai dizer que não é bem assim, não é tudo isso...
Querem saber?
Daqui a 274 dias vamos ter esta resposta.
Quanto a mim, se o Bráulio for aquele que já vi algumas vezes dentro da pista, vai fazer o valor do ingresso ficar barato.
Ouço muito os comentários que é impossível um carro de tração dianteira vencer a Outlaw 250. Considero difícil, mas impossível é uma palavra muito definitiva para a situação. Na Outlaw250/1 um carro tração dianteira, o Gol do Everton de Carvalho - o ET - chegou a assustar pois seu carro tinha o tempo total dentro do "range" dos que estavam habilitados a vencer.
Mais do que isso, o Gol do Et tinha os 60 pés iguais ou melhores que a maioria dos tração traseira do evento. A caixa quebrou e não deu pro Gol, mas ficou muito claro que pode estar bem enganado quem pensa que um dianteiro não poderá surpreender um ano desses. Nas competições diretas ( mata-mata) até 5 décimos atrás podem ser facilmente descontados com uma boa pilotagem combinada com o mínimo deslize do adversário.
A final é uma puxada só . Acertando um "hole shot" esta definida a parada.
Exposto este ponto, vamos ao GOL da foto e seu piloto/preparador, Gelson Facchinetto. O carro descrito no parágrafo anterior tinha seu motor preparado por Gelson, assim como muitos carros vencedores em vários campeonatos de arrancada, que não são pilotados por ele e sim por seus clientes. O que não quer dizer que ele não se dê com o volante, muito pelo contrário. Desde que o acompanhamos nos tempos do sambódromo, Gelson estar ao volante de um carro é sinônimo de bom desempenho.
Foi justamente o que ocorreu nesta última 250. Gelson classificou direto para o TOP16 e venceu nas oitavas seu primeiro adversário. Nas quartas, pegou o Pipino( Daniel Moresco) que é sabidamente carne de pescoço e que guiando seu fuca em Tarumã conhece todos os caminhos para vencer. Só que o fuca do Pipino não estava 100% e provavelmente Gelson já deveria ter visto isso, pois todos ali na pista vimos.
São muitas as variáveis e para azar de Gelson choveu a noite inteira e o tratamento não estava tão bom como em 2012 quando ET fez marcas muito boas. E isso não ajuda em nada um tração dianteira. A combinação era boa: Gelson x Pipino - um com o carro já "doentinho" e o outro sem a tração que gostaria.
Foi bonito de ver. Subiram a reta lado a lado, com o Gol claramente perdendo tração ( tem um vídeo do Hot campinas onde dá pra ouvir o gol perdendo tração ) e o fuca abrindo nos metros finais. Se dissermos para alguém que não estava lá, que o Pipino acelerou com um gol e venceu, a pessoa se conhece um mínimo de Tarumã vai dizer :" tá, e dai qual a novidade?" Quem estava lá sabe que não foi tão fácil assim. Uma pequena falha do Daniel ( que não falhou) e poderia ter dado Gelson.
Vamos fazer tudo que estiver a nosso alcance para ter um tratamento melhor este ano, como em 2012. Teremos mais tempo para cuidar da pista e com um mínimo de sorte e previsão a "cola" ( VLU da Luxcis Química) conseguira secar corretamente - é muito mais quente em novembro - e mesmo que chova não sera afetada.
Torcemos que Gelson volte ainda mais forte. Alguém tem de derrubar a lenda de que dianteiras não vencerão nunca mais em Tarumã.
Olhando as fotos da 250, muitas lembranças vem a memória. Ao longo destes últimos anos tem sido muito intenso estar ali na pista envolvido pelo pesado som dos motores e cercado pela multidão nas arquibancadas. Difícil descrever todos os sentimentos que voltam trazidos pela memória como se tivessem acabado de ocorrer.
A foto de hoje foi um momento que me chamou muito a atenção. O ruído ali no alinhamento é muito forte e vem de todos os lados quando a prova esta em andamento. A maior parte dele vem dos carros, quando os motores são acionados e tem de por pra fora todos os hps possíveis para lançar o veículo em direção a linha de chegada no fim da pista.
Outra parte vem dos pneus esfregando o chão, numa luta intensa pra tentar empurrar o carro e ao mesmo tempo fazendo um som de um escovão gigante quando não conseguem e perdem para a gravidade que parece colar o carro ao chão. Quando vencem a luta, a largada fica para trás e o carro parece ser atirado por um estilingue.
Também se ouve o público como uma "entidade" única, não um grito ou uma palavra, mas algo como uma explosão coletiva a cada lance dentro da pista, que pode ser bom - e ai temos uma comemoração - ou até asfixiante como ocorreu quando o Chevette do Valdenir perdeu inesperadamente na primeira puxada das eliminatórias.
Fez - se um estranho silêncio na arquibancada quando o público compreendeu que um dos favoritos da casa estava fora.
Com o tempo, o lado direito da pista, na cerca ao lado da casinha da cronometragem tem se tornado um "reduto" de quem torce pelos Chevettes e nessa última 250 eles estavam especialmente motivados. Gritavam, batiam nas chapas da cerca, atraíram a atenção a ponto de ser ouvidos em meio a toda aparente confusão.
Seu entusiamos foi tanto que chamaram a atenção do Jonathas Enorme, do Hot Campinas, que estava cobrindo a prova.
Posso lembrar que fazendo as fotos ele comentou que ainda não havia visto essa motivação em uma prova de arrancada.
Essa é a 250 e essa é a arrancada em Tarumã. É de fato sem igual. Não tem muito ver com a pista e sim muito mais com o fator local, toda a carga e sentimentos que esta antiga praça de esportes provoca. Ou, simplesmente, como diz o diretor do autódromo, Marcio Pimentel, essa é a "alma" de Tarumã em ação.
É reconfortante pensar que em apenas 272 dias teremos de novo mais uma dose dessa grande explosão de alegria e sentimentos.
Parabéns ao pessoal da foto. Não sei os nomes de vocês, mas tenho certeza que se divertiram e isso tem muito valor para nós.